Minha filha completará 14 anos, no final deste ano. Felizmente, ela não sabe na prática o que significa “inflação”. Sim, na última década, nos livramos deste mal. Contudo, tenho ouvido muitas notícias sobre medidas para frear o avanço da inflação, tais como, o aumento da taxa básica de juros.

 

Novamente, estão querendo me fazer crer que o meu consumo seja o grande vilão da história.

 

Como se o ato de consumir trouxesse terríveis “efeitos colaterais”, assim como o fumo e o sedentarismo.

 

Não. Muito obrigado! Não quero frear meu consumo.

 

Também não quero ver notícias dos terríveis efeitos colaterais que a desaceleração da economia provoca, tais como, demissões em massa e sonhos frustrados, para ser muito bem sucinto.

 

Pois bem, qual a alternativa?

 

Suponha que por um “passe de mágica” a produtividade de todas as empresas crescesse 75% e os níveis de defeito caíssem até 90%! Suponha ainda que, para obter este aumento de produção não fossem necessários investimentos expressivos em novas máquinas e/ou tecnologias. Suponha que, também como efeito desta “mágica”, os inventários e estoques em processo de todas as empresas fossem reduzidos em até 90%, liberando para o fluxo de caixa, recursos financeiros cada vez mais caros. Suponha que esta “mágica” também levasse à redução da área ocupada pelo parque produtivo em até 40%. Suponha que esta “mágica” fizesse com que cada um dos funcionários de todas as empresas passasse a participar ativamente da melhoria dos processos, através de idéias simples, com ótimo custo-benefício.

 

Estes ganhos não proporcionariam um aumento na oferta de produtos capaz de promover recuos expressivos em seus respectivos preços? A melhoria na Qualidade dos produtos e processos não levaria a uma utilização mais racional dos recursos naturais, aumentando a sustentabilidade dos empreendimentos? Uma taxa de ocupação mais inteligente dos imóveis industriais não levaria à queda de seu valor de compra e até mesmo do valor do aluguel do m2?

 

A queda na procura por recursos financeiros não seria acompanhada pela queda no valor da taxa de juros?

 

Sim! Nosso direito de consumir estaria salvo!

 

De volta ao mundo real...

 

Minha última suposição... Suponha agora que a exemplo daquele mágico que nas noites de domingo, nos revelava os segredos dos truques de seus pares (Mr. Alguma Coisa, se não me engano), nos seja “confidenciado” que os expressivos ganhos aqui citados não têm nada de magia e são perfeitamente exeqüíveis, num espaço de tempo relativamente pequeno, quando aplicamos nas empresas, técnicas do Lean Thinking (Pensamento Enxuto), aliadas a uma boa dose de criatividade e persistência.

 

Amigos do grupo: Logicamente, é impossível que todas as empresas passem a adotar o Lean Thinking por “um passe de mágica”. Contudo, nós enquanto pensadores Lean devemos nos esforçar ao máximo para o sucesso das iniciativas Lean em nossas empresas. Desta forma, estas despontarão positivamente em seu mercado de atuação, induzindo seus concorrentes a acompanhá-las.

 

Minha filha e eu agradecemos.

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