Olá pessoal, gostaria de iniciar uma discussão sobre Standard Work. O Principal questionamento que vejo é até onde vai o trabalho padronizado? Devemos nos limitar a sequência de atividades ou tambem devemos definir a maneira que a atividade deve ser feita? O Que mais deve constar no trabalho padronizado e o que não faz parte do trabalho padronizado?

Abraços

Erli Alves

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Respostas a este tópico

Olá Erli, atualmente aplico a metodologia do trabalho padronizado na empresa onde trabalho , atuamos da seguinte forma : 1° Conhecer o Takt do cliente, pois ele vai definir qual a melhor sequência de trabalho (entrosamento dos operadores), 2° Aplicamos o MTM.O MTM é uma técnica de determinação de tempos a partir do estudo dos movimentos necessários para a execução de uma tarefa. Através da aplicação da metodologia MTM é possível selecionar, ainda na fase de planejamento, o melhor método de trabalho. Nesta etapa do trabalho padronizado é possivel identificar rácios no tempo atual e uma proposta de um novo método de trabalho mais racional (organizando o trabalho). 3° Utilizamos os relatórios tradicionais para balancear a linha (caso seja uma célula/linha de produção), criamos uma nova instrução de trabalho para o operador e realizamos o treinamento no gemba e 4° Talves este passo seja o mais importante : Confirmar o processo diariamente identificando o porque o método não é seguido e se é seguido o que podemos melhorar (PDCA).

Abraços

Rodrigo Isaias

Olá Erli,

Trabalho, ou na verdade poderia dizer que luto pelo tema pois apesar de parecer simples ele é a base e bastante complexo quando se toma como premissa que ele deva acontecer.

Quanto ao questionamento, acredito que além da sequencia a definição e discussão sobre os elementos de traballho são fundamentais para a manutenção do trabalho padronizado. Dependendo do contexto a sequencia pode ser grande ou pequena o que dificulta ou favorece suas definições.

É no elemento de trabalho que de fato vc garantirá a melhor forma de executar atividade do ponto de vista de produtividade (segurança, qualidade e tempo para execução). E se deixar isso aberto para o operador terá muita dificuldade em tratar desvios de qualidade ou na segurança pois o elemento não está definido ( por exemplo o coreto empunhamento de uma apertadeira e a sequencia de aperto em uma junta com vários parafusos).

Hoje em dia os processos e produtos tem se tornado cada vez mais dinâmicos o que dificulta a estabilidade do trabalho padronizado, mas se vc tiver definido os elementos de trabalho eles tendem a ser mais estáticos do que a sequencia, de forma que em uma atividade de balanceamento ou alteração de takt basta deslocar os elementos em uma outra sequencia.

Acredito muito que a implantação do trabalho padronizado deva ser realizado nesta sequencia, pois além destas definições precisa ser contemplado a sua aplicação em todos os contextos (absenteísmo, rodízios, treinamentos) o que torna muito complexo. Criando a necessidade de outras ferramentas de suporte.

Abraço,

Ramon

Pessoal, sobre este assunto devemos levar em conta duas situações que são extremamente diferentes e que podem gerar demandas diferentes, por exemplo:

1) Se você trabalha em uma empresa seriada de alto volume, os dois comentários do Rodrigo e Ramon são pertinentes pois um simple giro de braço desnecessário afeta o rendimento e a operação.

2) Se você trabalha em uma empresa seriada mas o seu takt time lhe permite folego, não necessita ir tão ao extemo dos detalhes, pode-se até ir, é legal mas não necessário, prefiro focar na qualidade da informação, agrega mais.

Temos agora outra otica a ser considerada, veja por exemplo o QSB que possui uma estratégia só para este tema, ai a questão não é o detalhe da operação, mas a qualidade da mesma, o WCM da FIAT por exemplo neste caso pede para aplicar o conceito do 80 - 20, 80% imagem e 20% escrita, neste caso compartilho com o Ramon é uma luta diária e cada empresa tem seu jeito peculiar de documentação, durante anos luto com isso também e até já tentei ver se conseguíamos uma padronização destes documentos mas estamos no Brasil e disciplina não é nosso forte.

Eu proponho benchmarking entre nós sobre estes documentos, já fiz esta proposta mas muitos colegas ou tem medo de se expor ou tem medo puro e alegam que não podem trocar documentos da empresa, o que acho bobo pois no mundo atual não existe mais segredos, sabemos que ainda estamos atrasados, isso em industria automotiva digo.

Outro ponto importante é que não devemos confundir estudo de tempo (Cronoanálise) com trabalho padronizado, são de diferentes aplicações: Estudo de tempo serve para custo e melhoria do resultado entre outras coisas, o trabalho padronizado é foco no operador visando evitar erros humanos.

 

Grato

Donizetti

Interessante sua proposta Donizete, de minha parte poderia compartilhar os documentos que no caso são padronizados globalmente.

Abraço,

Ramon

Olá Pessoal

                Realmente concordo que a padronização é o grande problema do Brasileiro e principalmente em se tratando de padronizar atividades exercidas por pessoas. Não só acho interessante a proposta de compartilhar as documentações como tambem tenho uma proposta de criar um grupo de pessoas da mesma região para podermos nos encontrar e visitar as empresas afim de aprender e compartilhar conhecimento. Minha empresa fica em Betim - MG se alguem da região tiver interesse em participar desse grupo podemos ir trocando informações até surgir uma oportunidade. 

Abraço 

Erli Alves

OLá Erli,

Que bom, gostei da ideia, eu também estou em Betim e posso tranquilamente participar deste grupo, também posso compartilhar exemplo mas primeiro quero ver até onde os participantes estarão comprometidos com a iniciativa, já no grupo proposto é só encontrarmos uma data e mais participantes.

 

Grato

Donizetti

Ótima iniciativa, porém estou no grande ABC - SP. caso existam participantes da região eu tenho interesse.

Abraço,

Ramon

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